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quinta-feira, 19 de março de 2015

10 maneiras que um pai pode realmente apoiar com a amamentação


Viajando no mundo pinterest, à procura por fotos de amamentação, maternidade e afins, surgiu a foto de um site americano, onde havia informações sobre as maneiras que os pais podem apoiara mulher que amamenta. Não vou fazer uma tradução literal do texto, apenas a essência. O texto completo você encontra neste link: http://www.semidelicatebalance.com/2014/05/30/dads-help-breastfeeding/

Quando a mãe amamenta, o pai pode se sentir fora desta parceria, ele não tem peito para dividir esta tarefa, mas existem algumas atitudes e posturas que o pai pode e deve fazer para apoiar a mamãe que amamenta. Então, seguem algumas maneiras que os pais podem realmente apoiar com a amamentação:

1) Trazer o bebê até a mãe


O bebê acorda no meio da noite e você, pai, sabe que não pode amamenta-lo, porém você pode levantar e buscar o bebê faminto até a sua mãe, veja se consegue acalmar o bebê, antes de entrega-lo para a mãe. A mãe já está exausta e será de grande apreço não precisar lutar para acalmar o bebê ao coloca-lo no peito.

2) Faça um lanche para ela


Enquanto o bebê se alimenta, a mãe pode sentir muita fome também. De preferência de o lanche na boca da mãe, para que não aconteça de cair migalhas na cabeça do bebê.

3) Traga algo para ela beber


Mães que amamentam, devem se manter hidratadas. Quando o bebê mama, a mãe pode sentir muita sede, leve um pouco de água para saciar a sede dela. Evite bebidas com açúcar ou cafeína.

4) Distraia o filho mais velho ou animal de estimação


A última coisa que uma mãe que amamenta precisa é de distração. A mãe não pode cuidar de outra criança ou bichinho enquanto amamenta, a não ser que você queira um bebê faminto reclamando ou uma fissura no mamilo.

5) Acomode com travesseiros


Sempre ofereça uma cadeira confortável. Pergunte se ela precisa do travesseiro de amamentação ou outro travesseiro. Se ela estiver amamentando na cama, ofereça um travesseiro para apoiar os pés, será de grande ajuda.

6) Limpe os frascos e bomba de tirar leite


Se a mãe está tirando leite, faça um favor de lavar a louça para ela. Se ela tiver que preparar e servir a refeição, esteja preparado para fazer o serviço de limpeza.

7) Dê suporte para amamentar em público


Se a mãe quiser retirar o peito para amamentar o bebê em público, sem se cobrir, então você não diga nada. Se ela está confortável ao amamentar em público, então apoie ela e nunca peça para ela se cobrir.

8) Faça o bebê arrotar e troque ele


Isso deve ser feito sem ela pedir, ela enche o bebê e você esvazia. Quantas arrotadas ou trocas de fraldas forem necessárias.

9) Não faça beicinho quando ela disser que não pode brincar com eles. 


Eles não são mais os seus peitos, agora pertencem ao bebê. E ela não se sente sexy quando o leite materno sai ao estímulo. Deixe pra lá, se concentre em outros lugares, é temporário.

10) Sem perguntas


O dia que ela decidir desmamar o bebê, você deve dar apoio e aplaudir pelo grande trabalho que ela realizou. Amamentar o bebê não é fácil e ela deve ser reconhecida por fazer o trabalho da melhor maneira que ela pode.


Na opinião de vocês, quais são as outras maneiras que os pais podem apoiar na amamentação?

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Fui virada do avesso e me encontrei!


Nunca achei que fosse boa para maternidade, não gostava muito de crianças, não me interessava muito por elas, mesmo com vários sobrinhos, não participei do desenvolvimento deles, foram poucas as vezes que fizemos alguma coisa juntos.
Acreditava que, se tivesse filhos algum dia, nunca largaria o emprego para ficar com eles, acreditava que me veria louca o dia todo dentro de casa e com uma criança. E, mais, achava que o certo era deixar chorando para não ficarem mimados (que pensamento cruel e absurdo!), que não podia dar colo demais ou balançar muito, porque se não a criança fica mal acostumada e depois é difícil de “tirar”. Então, em um belo dia, me vi grávida, no início me assustei e depois me entreguei, foram acontecendo várias coisas que me fizeram repensar a maternidade, a minha história de vida e meu coração.
Começando do princípio:

PARTO

Sabia que queria o parto normal, mas não me preocupava se fosse ter intervenções, então comecei a ler e me preparar, comecei a entender a importância deste evento, melhorei minha alimentação e comecei a fazer Yoga, pois queria tudo muito saudável para o meu bebê, com o passar dos dias, semanas e meses, comecei a perceber o quanto queria que esse dia fosse memorável, sem intervenções, por isso, busquei o parto normal humanizado, queria que eu e ela fôssemos respeitadas e assim foi, um parto dolorido, mas cheio de amor.
A emoção de tê-la em meus braços!

AMAMENTAÇÃO

O início foi muito difícil, mas não desisti, apesar de ter comprado várias mamadeiras (que até hoje tento entender o porquê desta atitude (?)), tinha certeza que amamentaria, mesmo algumas pessoas dizendo que eu "não tinha leite”, “que meu bebê estava com fome” e “que, às vezes, algumas mulheres realmente não conseguem"... Mas, eu não desisti, persisti e consegui amamentar exclusivamente até os seis meses de idade da minha filha, apesar de ouvir que deveria dar chá para cólica e chupeta para acalmar, decidi que não queria, simplesmente  amamentaria sem artifícios e, assim, continuarei a amamentar até o desmame natural, quando ela estiver pronta.
Peito, peito, muitoooo peito!


COLO

Eu pensava que colo era um problema, mas, descobri que colo é a solução, precisava dar colo para minha filha poder sentir segurança, dar colo e ser atendida em suas necessidades faria dela mais independente e assim foram três meses de colo direto, ela não topava nada, não ficava no carrinho, não ficava no sofá, não ficava no bebê conforto, era só colo, colo e colo... Então, eu me entreguei, permiti que ela tivesse esse aconchego, mesmo todos a minha volta dizendo que ela ficaria mal acostumada, que ela não ia querer ir com ninguém e blá, blá... Enfim, a grande necessidade de colo passou e ela vai muito bem, obrigada!


Colo!



Colo!



Colo!


Colo!


Colo!


Colo!


Foi muitoooooo COLO!
INTRODUÇÃO ALIMENTAR

Fiz uma introdução muito tranquila, sem pressa, afinal de contas ela ainda “mama” no peito, portanto, o alimento seria um complemento, para ela conhecer esse universo da alimentação. A introdução alimentar aconteceu só com seis meses e meio, sempre respeitando o tempo dela e não forçando se alimentar quando não queria e o resultado: hoje, aos nove meses, ela come muito bem, não come de tudo, porque eu não dou de tudo e acredito que é papel da mãe preservar seu bebê das “porcarias”. Ah, as “porcarias”, aí vem toda aquela questão "você não vai dar doce? Ela não terá infância!", mas uma coisa eu pergunto: se não faz bem para um adulto, imagina o que fará para um bebê que está com o seu sistema digestivo em  desenvolvimento? Não preciso nem responder, então, enquanto eu puder, preservarei minha filha.
Respeito é a definição para  IA!

SONO E CAMA COMPARTILHADA

Na minha cabeça, bebê dormia do berço... Que nada, bebê dorme na cama, junto com os pais, primeiro, porque existem estudos que apontam que a cama compartilhada, quando feita com segurança, diminui o risco de morte súbita. Segundo, porque é muito desgastante levantar da cama, pegar o bebê, amamentar, colocar o bebê no berço e voltar a dormir. Depois da cama compartilhada, comecei a dormir muito melhor. Às vezes, passava horas em pé ninando e cantando para minha filha dormir, entendi o quanto era cruel deixar chorando, não dar um suporte afetivo, poxa vida, é um bebê, ele não entende o que está acontecendo, só quer segurança e não há lugar mais seguro que o colo de sua mãe, o cheiro, a voz, o calor, tudo isso trás segurança pra ele enfrentar esse mundão novo que ele está vivendo.
Cama Compartilhada do começo...


...Até hoje!

ELETRÔNICOS

Não acredito que eletrônicos (TV, celular, tablet ou computador) foram feitos para crianças, muito menos para os bebês, não deixo a minha filha uma manhã toda assistindo TV e me irrita muito quando colocam ela na frente da TV, chamando a atenção para olhar e não pretendo deixar ela jogar em computador ou celular, acho que ela tem muitas outras atividades que vão ajudar no seu desenvolvimento do que essa tecnologias. Quero que ela seja criança, corra, pule, escale o sofá, faça cabana na sala, explore o lado de fora da casa, etc. Daí, falam “mas a tecnologia está aí para auxiliar”, sim, com certeza, auxiliar o adulto e não a criança, ela terá muito tempo para mexer quando for adulta, por enquanto vou preservar a infância dela e o direito de ser criança. É comum escutar muitos pais dizendo que querem dar aos filhos tudo o que não tiveram na sua infância, eu já penso o contrário, eu quero dar tudo que eu tive na minha infância, pois quero que ela brinque de pega-pega, tome banho de chuva, suba em árvores, se suje de lama, desça em um barranco sentada no papelão, coma formiga “porque faz bem para os olhos”, ande de bicicleta sem capacete,  cotoveleira, tornozeleira e sem estar enrolada em um plástico bolha, quero que ela caia, se machuque, rale o joelho e o cotovelo, faça um galo “que cante de manhã”, pois eu estarei lá para assoprar o machucado e dizer “quando casar, sara”, quero apoiá-la e ampará-la sempre que precisar.


CRIAÇÃO COM APEGO E MÉTODO MONTESSORI

Descobri que criar com apego é muito mais gostoso, dá mais trabalho, pois você precisa dar mais atenção à criança, atender e entender as necessidades dela, mas não tem coisa mais gostosa quando você percebe o quanto o seu filho está ficando independente, o quanto ele demonstra que já quer ser auto-suficiente, que quer tentar sozinho, porque ele se sente seguro, ele sabe que você está ali do lado para ampara-lo, que todo o suporte e apoio ele tem, então ele segue tentando e descobrindo. Existe uma contradição muito forte entre apego X dependência, uma coisa não tem nada a ver com a outra, quanto mais segurança você der para seu filho, mais livre ele se sentirá para explorar, porque ele reconhece e sente todo esse apoio. O método montessori, foi uma linda descoberta, quero que minha filha tenha boas experiências e o método oferece esta condição, pois você pode dar liberdade para ela explorar, criar, imaginar, etc. Consiste na preparação da casa para que ela possa brincar, permitir ela brincar com o que quer, sem ficar direcionando a atenção dela. Este método só tem trazido coisas boas, com a barra de ferro, ela começou a firmar mais as pernas para andar, com os brinquedos acessíveis e visíveis tem permitido ela brincar com mais coisas, por mais tempo e tem me trazido principalmente uma consciência menos consumista, mostrando que menos é mais, que a criança não precisa de um quarto abarrotado de brinquedos, meia dúzia ou, às vezes, um pedaço de papel é tudo para virar diversão.
Slingando!


Barra de apoio, para auxiliar no caminhar do bebê!



Liberdade para explorar e brincar!


Tenho me descoberto cada vez mais na minha “maternagem”, e percebido o quanto sou capaz e o quanto vejo a importância de criar um filho com amor e consciência, não tenho receita de bolo, não sei se estou fazendo certo, mas estou seguindo o meu coração, meu instinto e minha intuição de mãe, que acredito ser muito maior do que qualquer método, fórmula ou passos.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A introdução alimentar sem crise e sem neura!



Nós mães, passamos seis meses envolvidas com o bebê, vivendo em um mundo paralelo de amamentação exclusiva, pois tudo o que ele precisa é do peito, para ser alimentado, nutrido e ter sua sede saciada. Mas, próximo de completar seis meses de idade, muitas mães começam com a seguinte preocupação: “qual alimento darei para o meu bebê?” Primeiro, é necessário se organizar com uma alimentação e depois com uma rotina de horários... O peito é tão prático, que dá até vontade de permanecer nele por mais tempo, uma vez que com o bebê mamando no peito você tem certeza de que ele está recebendo o melhor alimento, os melhores nutrientes, muita imunidade e que não fará nenhum mal a ele. Já com a alimentação vem a preocupação do que oferecer, quantidades, temperos ou não, se usa óleo ou não, etc.

O que muitas mães se esquecem, é que na introdução alimentar o bebê irá experimentar os alimentos, então não tenha pressa, não se preocupe se ele não está querendo comer ou se ele está rejeitando a comida, o seu leite continuará sustentando ele, continuará sendo a principal fonte de alimento dele, a comida será apenas um complemento. A partir de um ano de idade, que a comida passa a ser o alimento principal e o leite materno um complemento, mantenha a amamentação até dois anos ou mais, que ela continuará sendo fonte de vitaminas, nutrientes e imunidade para o seu filho.

Cada mãe tem a sua forma de introduzir os alimentos e não cabe a mim dizer o que você deve fazer, todavia, gostaria de deixar três dicas: cuidado com o sal, evite o açúcar e não fique ansiosa. A ansiedade é um dos maiores vilões na introdução alimentar, vá com calma, logo seu pequeno estará comendo de tudo, não pressione e não o force a se alimentar quando não quiser.

Assim como a amamentação, a alimentação tem que ser um atrativo, tem que ser convidativa, se forçar, poderá se tornar uma experiência ruim para ele.


Boa introdução alimentar para todxs.